sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

História de uma mãe: A FILOSOFIA DE AMAMENTAR!



Minha vez: tive muita, mas muita dificuldade em amamentar, e queria muito! Achava q era botar no peito e o instinto ia falar mais alto!! Que nada!!! Precisei de uma enfermeira, 2 pediatras, uma fonoaudióloga, uma almofada, medicação, chá da mamãe, simpatia e apoio de amigas que também tiveram dificuldade (acreditem: isso é muito mais comum do que sonha nossa vã filosofia) e mesmo assim o Matheus perdeu muito mais peso do que poderia, a moleira afundou no calorão de janeiro, depois se engasgou qdo deixei ele pendurado no meu peito o dia inteiro (haja livre demanda!) e eu me sentia um fracasso como mãe! Tive meu parto normal e... não consegui amamentar exclusivamente! Isso não entrava na minha cabeça! Era inconcebível ter conseguido parir e não conseguir amamentar!!! Mas eu sou teimosa, durona e perfeccionista!!! E louca!! Louca pra ser mãe!!! Louca por aquele bebê grande!!! Que demorou pra chegar e que agora me ensinava o q era fazer TUDO por alguém!!! E eu faria TUDO por ele!! Insisti e ele mamou até os 9 meses!!! Valeu cada dor, cada choro (meu), cada gota de leite espremida! Leite materno em doses homeopáticas!!! Uma vitória afinal!!! Mas sempre complementei com leite artificial: primeiro com a seringa, depois com o relactador, depois com a mamadeira!!! Um inferno!!!! Imagina esterilizar tudo isso!!! Peito rachado, bebia mais de 3L de água por dia...E quando acabava eu me sentia frustrada e ao mesmo tempo vitoriosa!!! Difícil explicar o q foi a amamentação pra mim...

E aí eu estava num churrasco e fiquei encantada vendo um bebê de 1 ano e 8 meses (mesma idade do Matheus na época) mamando feliz no peito da mãe! "Sempre tive muito leite" ela me fala com aquele ar de deusa leiteira e ao mesmo tempo incomodada "não consigo fazer ele parar" E não é q a tal mãe me oferece coca-cola pro tal bebe de menos de 2 anos??? Isso mesmo Coca Cola!!!!!

Desse dia em diante tirei toda a culpa de mãe do meu coração!!! Juro!!! Continuo me esforçando ao máximo! As preocupações agora são outras completamente diferentes! Mas sem sofrer mais q o necessário! E quer saber? Sem julgar também!!! E se o refrigerante fosse uma tentativa de tirar a atenção do peito? Ja deu, ué! Cansa, viu!? Mas sem essa de moda!!! Amamamentar é uma das experiências mais poderosas e gratificantes que existem!!! Mas não tem glamour! Uma mamadeira dada com amor pode valer muito mais!!! E ser mãe não se resume em amamentar, parir ou dar papinha orgânica!! Vai além!!! E vai pra toda vida!! 
Esses dias ele quis mamar no peito de novo e eu deixei: "Cade o leite mamãe?" Vc tomou tudo, eu disse! "É, eu tomei tudooooo!" Saiu comemorando todo orgulhoso!!! Um dia ele vai conhecer a coca-cola mas cabe à mãe/responsáveis oferecer o saudável, seja o peito, a fórmula, o suco natural... Com amor! E sem culpa! Ou vai com culpa mesmo e tenta fazer melhor na próxima!


Gabriela, mamãe do gatinho Matheus, 3 anos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Febre e antitérmicos!


Ontém postei uma pergunta no meu feed do facebook, que teve tanta repercursão, que decidi ir pesquisar melhor sobre a febre e tratamentos para os nossos pequenos. Resolvi então criar esse post, para que nos ajude a esclarecer algumas dúvidas na hora da febre.

Vi que o tratamento da febre deve ser feito com medidas gerais e com medicamentos.

As medidas gerais resumem-se na hidratação adequada, que é feita com a oferta freqüente de água, para repor a perda líquida que ocorre nos processos febris. A importância de repor a água é  maior quanto menor for a idade da criança, pois as crianças menores desidratam mais facilmente.


A criança deve utilizar roupas leves e estar em ambiente com temperatura moderada e boa aeração. Normalmente a nossa tendência como mães é super agasalhar e fechar janelas para que não forme "corrente de ar". Deve ser o contrário!

O banho morno deve ser usado como medida paliativa. As compressas também. No caso de febre alta, enquanto um antitérmico faz efeito, o banho, por exemplo, pode baixar até 0,5 grau a temperatura do corpo.

Entramos então no tratamento com antitérmicos!
O tratamento da febre com antitérmicos não deve ser rotineiro. A maioria dos pediatras pede para medicar quando a temperatura estiver acima de 37,8, e dependendo de como a criança tiver, acima de 38. Isso não vale para as crianças com idade entre 6 meses e 5 anos que tem risco de convulsão febril.
Quando começamos a tratar com o medicamento da febre devemos escolher entre os remédios antitérmicos disponíveis: aspirina, dipirona, antiinflamatórios não hormonais (ibuprofeno) ou paracetamol. Temos sempre que ter em mente que todos os remédios existentes podem provocar reações adversas, o que sugere uma avaliação cuidadosa da relação risco/benefício. A escolha deve ser baseada na eficácia e na segurança do medicamento escolhido.

Aspirina

A aspirina existe há mais de cem anos, é o mais antigo dos antitérmicos e foi, até os anos setenta, a droga mais utilizada em todo o mundo. Além de sua ação antitérmica possui também ação antiinflamatória e analgésica.
Hoje em dia raramente utilizamos a aspirina para o combate à febre em crianças.


Dipirona

A dipirona é muito utilizada e tem muitos casos que ela é a eleita! Ela tem um detalhe, não tem efeito antiinflamatório. 

Ibuprofeno
O ibuprofeno é um antiinflamatório não hormonal que possui, além da ação antiinflamatória, ação antitérmica e analgésica. Foi liberado nos EUA para uso em crianças maiores de seis meses de idade.


Paracetamol

Na atualidade, o paracetamol é a droga mais utilizada em todo o mundo no combate à febre. Tem ação antitérmica, antiinflamatória e analgésica.

Esse é também o medicamento mais indicado para recém nascidos e gestantes.
O paracetamol é considerado o antitérmico mais seguro, com pouquíssimos eventos adversos como erupções cutâneas, urticária, angioedema e anafilaxia.
Ele tem uma toxicidade para o fígado, mas geralmente está ligada a super dosagem.  Se usada com cautela e nas dosagens prescritas, o risco é pequeno.

Temos sempre que ter em mente que a auto-medicação não deve ser feita... Podemos sim escolher entre os antitérmicos que o pediatra orientou usar, mas com cuidado, pois existem casos que alguns tipos de medicamentos são contra-indicados.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

História de uma mãe: O GRANDE ARTUR



     Finalmente grávida, aos 28 anos, era tudo o que eu queria... Quem sabe uma menina... Começaram os exames, os ultrassons e ainda não dava para saber o sexo. Quem sabe no morfológico? Chegou o dia de fazer o morfológico e a minha única preocupação era saber se ia conseguir saber o sexo, queria começar o enxoval...
     Estava no centro de diagnóstico. O exame começou a ficar demorado, mas como eu nunca tinha feito, não tinha ideia, mas achei estranho. Quando terminou o médico pediu para que eu e o meu marido o acompanhasse até uma sala.
   Nesta sala ouvi o seguinte diagnóstico: é uma criança do sexo masculino, está bem, porém ele apresenta dois cistos no plexo coroide e hidronefrose, existe a possibilidade dele ter a síndrome de Edwards, ou seja, a criança sobrevive até um ano de vida.]"
    O meu mundo acabou, entrei em desespero, mas a minha médica me acalmou e me encaminhou para um médico de medicina fetal, onde eu fiz o exame citogenético  que descartou a possibilidade da síndrome.
    Quando o meu pequeno Artur nasceu ele pesava 2,600 kg e media 45 cm, mas com uma garra para viver que não tinha tamanho. No dia que ele fez cinco meses ele foi para a primeira cirurgia para reimplante do ureter, ele pesava 7 kg e era lindo! Quatro dias depois da cirurgia ele teve brida de intestino e novamente outra cirurgia. Após quatro dias da segunda cirurgia o estado dele ficou gravíssimo e foi levado novamente para outra cirurgia e agora tinha necrosado a sua bexiga e foi urina em toda a cavidade abdominal. 20 dias de UTI em estado gravíssimo, um duplo J implantado e finalmente alta. Após 45 dias, outra internação e mais 15 dias para controlar uma infecção de urina.
    Mais exames e conclusão de que o problema da hidronefrose não foi resolvido. Trocamos de médico, que após um longo estudo nos disse que o rim direito do Artur não tinha função, ou seja, o caminho seria extrair. Com 1 ano e 3 meses foi realizada a cirurgia e o meu filho começou a ter uma vida normal.
  Com 4 anos passou por outra cirurgia por que tinha testículo retrátil e aos 12 uma cirurgia de emergência na para-faringe.
    Hoje o Artur tem 13 anos, com algumas cicatrizes, mas uma vida inteira pela frente!

Luciana Oliveira, 42 anos, mãe dos príncipes Artur, 13 anos e Eric, 7 anos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

História de uma mãe: UM PEQUENO MILAGRE!


        Minha história com o Pedro começou quando na 22a semana de gestação ( gemelar) tive a notícia de que meu bebê tinha C.H.A.O.S ( abreviação traduzida de Síndrome da Obstrução de Via Aérea Superior), uma raridade, que acomete hoje, 30 crianças ao redor do mundo. Não me lembro de em outra ocasião ter chorado tanto... quando o dia amanheceu, pensei "tudo o que eu sentir e pensar, o Pedro e a Laura também vão, então a partir de agora, só vou ser otimista". E assim foi...
Fiquei de repouso até o final da gestação e chegou a hora do tão temido parto!!!
       Graças a Deus e a uma equipe iluminada de médicos, a Laura nasceu super bem e o Pedro, depois de uma laringoscopia de urgência, foi submetido a um procedimento de traqueostomia, ainda no útero, com o cordão umbilical pulsando, para que não perdesse oxigênio. E tudo correu bem, conforme planejado.
       Hoje, o Pedro se desenvolve muito bem, está conseguindo achar maneiras de se comunicar, já que não emite sons por conta da traqueostomia. Se alimenta bem, brinca... enfim, faz coisas como qualquer outra crianças. Tenho homecare, que é bem complicado, mas necessário.
       Se tudo der certo, a cirurgia de correção será em novembro e continuo otimista que o Pedro vai tirar de letra, como todos os obstáculos que já pareceram na sua vida. Na verdade, estou preparada para o que vier, pois o plano de tratamento será traçado a partir da cirurgia.
       De uma coisa tenho certeza: o Pedro tinha que nascer, para nos ensinar que a vida é linda, que a felicidade está nas pequenas conquistas, que o que realmente tem valor é ver sua família completa, que você consegue sobreviver e se adaptar em qualquer situação, apesar das tempestades e que Deus é maravilhoso, que nos dá forças dia após dia...
       Eu, que nunca tive a menor afinidade com a área da saúde, aprendi a aspirar, trocar curativo, ter percepção de seu quadro clínico... mãe aprende tudo nessa vida para ver seu filho bem.
Não posso me esquecer da minha princesa Laura, que é uma professora para ele, inclusive para as bagunças... ela é um grande estímulo, tanto é que ele andou com 1 ano e 3 meses, no tempo normal, sendo que a pediatra tinha expectativa que ele conseguisse sentar depois de 1 aninho.
       Bom, acho que é isso... nossa luta continua e tenho certeza que quando eles forem grandinhos, irei contar essa história de superação com muito orgulho!

Danila Carareto Silva, 32 anos. Mamãe da Laura e do Pedro, 1ano 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

História de uma mãe : DEI A VOLTA POR CIMA

Meu sonho era ter um filho. Eu e meu marido tentamos por muito tempo, sem sucesso. Depois de uma bateria de exames, descobrimos que ele tinha problema na bolsa escrotal. Por sorte, era operável. Dois meses depois da cirurgia, enfim fiquei grávida! Felicidade completa? Não foi bem assim. No terceiro mês de gestação, ao passar um creme nos seios, senti um caroço na minha mama direita. Era câncer, e já em estágio avançado. Eu precisaria me submeter a uma cirurgia para a retirada do meu seio e a sessões de quimioterapia. Insisti para que os médicos esperassem o parto, mas eles disseram que era impossível. Eu deveria fazer o tratamento para garantir não só a minha vida, mas a do meu bebê também. O maior risco é que minha menina nascesse prematura, muito pequena e frágil. Foram quatro sessões de quimio, muito mal-estar, corpo inchado e perda total dos meus cabelos. A cada visita ao hospital para receber o tratamento, pensava:"Por favor, que isso não machuque minha filha." E aí, após nove meses de gravidez, me internei para fazer a cesárea. E o parto foi um sucesso! Minha Maria Alice veio à luz no tempo certo, linda e saudável! Hoje minha filha está com 1 ano e 1 mês e eu continuo com o tratamento. Não é fácil, mas sempre que acordo questionando se todo esse sofrimento vale a pena, olho para minha pequena e tenho a resposta: SIM! Graças a ela descobri a doença a tempo de combatê-la e luto todos os dias para viver.

 Denise Águila, 36 anos, mamãe da princesa Maria Alice, 1 ano e 1 mês

quinta-feira, 14 de março de 2013

Eu não sabia...

   O dia-a-dia da maternidade nos tras grandes aprendizados, realizações, e loucuras... isso mesmo! Tem tanta coisa que acontece com a gente que eu nem imaginava que aconteceria antes de me tornar mãe.
  Desde a gravidez, sempre ouvi falar em enjôos, mas que com 3 meses eles passariam. Mas eu não sabia que podiam durar eternamente até os 4 meses ou como algumas mulheres a gravidez inteira; que os hormônios (sempre culpados) me trariam rosto cheio de espinhas; que meu umbigo viraria do avesso de tanto que a minha barriga cresceria; que os cremes anti-estrias não fazem milagres e que milagre sim é a barriga da Cláudia Leitte pós parto!
  O bebê nasce e pronto, a gravidez, aquele período de TPM eterna devido aqueles hormônios, acabou!!! E aí começa o puerpério, palavra que muitas de nós só conhecemos depois de sermos mãe.   Tudo o que não sangramos durante a gravidez aí começa, e aprendi que esse sangramento não é menstruação, mas sim loquiação (como se fosse a palavra mais comum do mundo!) e, como uma coisa super normal, você sai da sala de parto com um lençol entre as pernas, permanecendo assim por infinitas 6 horas!!! Acho que fazem isso pra sentirmos saudades de usar absorvente!! Tira a sonda (aquela que passaram quando nos anestesiaram e que percebemos só depois de algumas horas), tomamos um banho dobradas (fiz cesárea), arruma o cabelo (porque chegamos em um estado lamentável do centro obstétrico) e lá vem ... aquele serzinho maravilhoso e totalmente dependente. 
    Vamos mamar? - ouvi da auxiliar de enfermagem - pensei comigo, ela também vai? Bom, vamos lá! Essa é fácil, afinal preparei as mamas desde que soube que estava grávida e amamentar é instintivo... o que? Mais uma coisa que não sabia: amamentar é dificil, pega daqui, solta dali, morde lá, e pronto pegou... mas, cadê o leite? Não me falaram que demora pra descer, que primeiro vem o colostro, que pode não sustentar o bebê e muitas vezes dão complemento na maternidade. Isso mesmo, quando fiquei sabendo, já me senti a pior das piores... não tenho leite e ele vai tomar esse no copinho? E o leite veio 3 dias depois! Vivaaaa! Agora está fácil! Fácil nada... lembra aquele preparo das mamas hidratando, passando bucha, tomando sol? Então, não adiantou... os bicos podem rachar e doem muito!!! 
    O puerpério passou, estamos mais adaptados, afinal a parte de que bebê chora, mama de 3/3 horas (inclusive a noite) eu já sabia. Lindo igual livro! Os livros só esquecem que o bebê não tem relógio, que precisamos ensiná-los o que é dia e noite e que ele tem vários tipos de choro que temos que aprender a decifrar: fome, frio, cólica... 
    Ah! a cólica! Ela existe, você para de comer feijão, brócolis, chocolate, café, leite e nada... a cólica continua! Ficamos tão desesperadas, paramos de comer arroz, carne, legumes, alface... vivemos só de água... e a cólica lá está! Mas um dia ela passa... incrivelmente como um passe de mágica!
    Começa a fase da frutinha, papinha! Ai que delícia! Ele vai adorar! Vai? Você oferece aquela fruta deliciosa e eles olham como se você tivesse oferencendo a pior coisa do mundo. Você passa a tarde aprendendo a usar a panela de pressão e fazendo uma sopinha deliciosa e nutritiva e eles cospem (sim, já sabem!), empurram sua mão, viram a cabeça e pacientemente vamos insistindo e ensinando, até que acostumem.
    E quando decidi dar mamadeira, tive que comprar 456.830.201 bicos diferentes pra pessoa aceitar 1 tipo!
   Gente, é engraçado pensar em algumas coisas... pum eles soltam na frente de quem for, cocô pode sair no banho, arroto é engraçado e fazer xixi assim que você tira a fralda é mecânico!
   Filho doente e, mais uma coisa que não sabia... o verdadeiro valor de um inalador em casa! Vira praticamente objeto de decoração... é mais importante do que a cafeteira, batedeira, multiprocessador... e não ganhamos de presente no casamento! Porque?
   Minha vida mudou! Nunca vou ao banheiro sozinha, ouço 456.830.201 mamães por dia, a birra existe para os nossos filhos também, sempre arrumo eles antes de me arrumar, na minha cama cabem 4, minha casa tem brinquedos por todos os lados, canais de tv só infantis, assisto Galinha Pintadinha, Carrossel, Patati Patatá... e quer saber de uma coisa? Isso é maravilhoso! 
Ser mãe nos faz aprender coisas que em livro não lemos, nos faz ver o sentido da vida, nos faz sentir um amor forte, infinito e incondicional!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O que passou em casa nos últimos 2 meses!!!!





Nos últimos dois meses, quem acompanha o grupo pelo facebook viu que passaram alguns vírus e doenças inofensivas, porém trabalhosas pela minha casa.

Muita gente desconhecia essas doenças... confesso que eu também não conhecia uma, por isso resolvi fazer um resumo de quais foram, o que são, o que causam para todas mamães ficarem atentas aos sintomas.




Síndrome mão-pé-boca:


É uma doença causada pelo vírus Coxsackie, e menos frequentemente pelos enterovírus (os vírus que causam diarréia).Altamente infecciosa e contagiosa em crianças, principalmente abaixo de 5 anos de idade. Nas crianças em fase escolar ocorre com menos frequência e raramente ocorre em adultos.
Os surtos são mais freqüentes na primavera e no outono.
A transmissão se dá pela via fecal – oral, isto é, através da ingestão do vírus por mãos sujas, alimentos mal lavados ou mal cozidos que tiveram contato com fezes contaminadas. Logo, não há necessidade de isolamento da criança, desde que observadas as condições mínimas de higiene para evitar a transmissão.
Usualmente o período de incubação é de 4 a 6 dias.
Apresenta febre de intensidade variável, porém alguns casos podem ocorrer sem febre.
Habitualmente a criança apresenta estomatite (aftas) e gânglios aumentados no pescoço.
Surgem a seguir, em pés e mãos, lesões vesiculosas (como pequenas bolhas) branco-acinzentadas com base avermelhada, não pruriginosas e não dolorosas. Daí o nome “doença da mão – pé – boca”. As lesões podem aparecer tambémna área da fralda.
Trata-se de uma infecção de natureza moderada que regride entre 5 e 7 dias.
O diagnóstico é clínico, pois o quadro é bem característico.
Geralmente não é preciso realizar exames complementares.
É sintomático. Inclui medidas orientadas para as viroses de uma maneira geral:
- repouso, alimentação leve e boa ingesta de líquidos.
A febre, se presente, pode ser controlada com o antitérmico prescrito pelo pediatra.
Idas frequentes ao pronto-socorro não alteram a evolução natural da doença, pois o quadro é auto-limitado, ou seja, melhora espontaneamente com a própria defesa do organismo.
Em alguns poucos casos, quando as lesões da boca comprometem a ingesta de líquidos, faz-se necessário internação para hidratação endovenosa.

Prurigo Estrófulo:
Esta patologia aparece principalmente na primavera e no verão, afetando quer as meninas quer os meninos. As crianças com dermatite atópica parecem ter maior predisposição para esta patologia.
A palavra prurigo, originada do latim "pruire", significa prurido, comichão, e foi utilizada para caracterizar pápulas e nódulos que dão prurido.
O prurigo estrófulo é também chamado de prurigo agudo simplex e de urticária papular. Trata-se de uma patologia inflamatória e alérgica da pele. Caracteriza-se pelo aparecimento de uma erupção maculopapular, isto é, de alterações da cor da pele como manchas (máculas) e áreas de elevação da pele, com relevo (pápulas). São normalmente eritematosas, isto é, com cor avermelhada, e dão prurido. Podem ou não ter, também, vesículas (pequenas bolhas).

É mais frequentemente observada na sequência de picada de insetos e mais raramente após a ingestão de alimentos ricos em histamina ou com propriedades histamino-libertadoras, como, por exemplo, peixe, tomate, ovo, cacau, morango, beterraba, soja, amendoim e alguns aditivos alimentares. 


Os animais que desencadeiam mais frequentemente esta patologia são os insetos. Muitos são ectoparasitas, isto é, necessitam de picar o hospedeiro para conseguirem alimento, e as proteínas da saliva destes insetos causam uma reação alérgica. Foram relacionados com esta patologia os mosquitos, moscas, pulgas e carraças. A melga comum (Culex pipiens), a pulga e o percevejo da cama (Cimex lectularius) são os mais frequentemente associados.

Esta patologia aparece principalmente na primavera e no verão, afetando quer as meninas quer os meninos. As crianças com dermatite atópica parecem ter maior predisposição para esta patologia.

Atinge principalmente crianças pequenas, com idades compreendidas entre os 4 e os 7 anos. Ocasionalmente pode aparecer em jovens e adultos.

As lesões apresentam-se dispersas pelo corpo, mas ocorrem principalmente nas zonas descobertas - nos membros e tronco (principalmente na zona onde terminam as meias e na área da cintura). A zona das axilas, couro cabeludo e área das fraldas raramente são afetadas. Fatores como a permanência prolongada no exterior dos edifícios, o suor, os odores fortes, a pele quente e o movimento parecem aumentar a suscetibilidade à picada.

Pode apresentar-se com lesões papulares, vesiculares (pequenas bolhas) ou lesões de urticária (placas avermelhadas com relevo e que provocam comichão). Geralmente aparecem, no início, como pápulas avermelhadas e duras, que provocam muito prurido, desenvolvendo uma vesícula central no período de 1 a 3 dias - lesões em alvo.

As crianças tendem a coçar e arranhar, podendo desenvolver lesões de coceira, ferida e crosta. Pode evoluir para uma infeção no local, necessitando de antibióticos.

A evolução dá-se por surtos que coincidem com a picada do inseto. Apenas uma picada é capaz de desencadear várias lesões dispersas por todo o corpo. A maioria das lesões persiste por 4 a 6 semanas e depois da resolução pode existir, temporariamente, eritema (área avermelhada) ou hipo/hiperpigmentação (área de cor mais clara ou mais escura) pós-inflamatórios.

A recorrência com a exposição continuada aos agentes provocadores vai diminuindo na adolescência e na idade adulta. Vai-se desenvolvendo uma tolerância imune às proteínas da saliva desencadeantes. Daí que frequentemente afete apenas um membro da família. Seria de esperar que, sendo a causa a picadela de mosquitos ou pulgas, os outros membros da família também fossem afetados, no entanto, estes podem ter já desenvolvido tolerância.

O diagnóstico é feito através do reconhecimento das lesões e, em alguns casos, da identificação do inseto provocador.
Não está indicada a realização de exames de diagnóstico.

O tratamento baseia-se na eliminação e evicção da causa. De forma a evitar as picadelas de insetos devem ser usadas roupas que cubram as áreas do corpo normalmente expostas (camisolas com mangas e calças). Devem, também, ser utilizados repelentes de insetos, inseticidas e mosquiteiros. No caso de haver animais em casa, devem ser tomadas medidas contra as pulgas e carraças - uso de coleiras e medicação próprias e banhos frequentes dos animais. Em muitos casos não é possível eliminar a causa.

O outro ponto importante do tratamento é o controle dos sintomas das crianças. Podem ser utilizados cremes tópicos de corticoides, que têm um efeito anti-inflamatório local, e anti-histamínicos orais. Estes medicamentos vão diminuir o tamanho da pápula, da vermelhidão e da intensidade do prurido. Deve-se desinfetar as lesões de coçeira de forma a prevenir a infeção.

Esta patologia pode ser recorrente e persistente, causando um grande incómodo. Assim, o seu tratamento pode ser algo desanimador e frustrante. No entanto, é de focar que se trata de uma patologia benigna, que melhora com o tempo (com o desenvolvimento de tolerância) e que não está associada a patologia alérgica respiratória como a asma.

Roséola:
A roséola infantil, também conhecida como a sexta doença, é caracterizada por febre alta que afeta, principalmente, as crianças com menos de dois anos. Ela é causada pelo vírus da herpes (tipo 6 e tipo 7) e é transmitida pela saliva.

O início da doença é súbito e a febre dura de três a cinco dias. Após esse período, a febre cessa bruscamente e aparecem no corpo do pequeno pequenas bolinhas vermelhas de dois a três milímetros de diâmetro, que iniciam no tronco e se disseminam para cabeça e extremidades. Essa erupção é de curta duração variando de um a três dias e desaparece sem deixar marcas.

Além da febre, que pode chegar a 40 graus, geralmente a criança também apresenta um quadro de irritabilidade e perda de apetite. Normalmente, assim que a erupção cutânea acontece, esses sintomas vão embora. 

A roséola pode atacar em qualquer época do ano, mas sua incidência é maior na primavera e no outono. Assim como no caso de outras doenças infecciosas, como o sarampo e a rubéola, o contato com o vírus da roséola dá, habitualmente, imunidade permanente (protege de novas infecções).

Não existe um tratamento específico para o exantema súbito, o que se faz é tratar os sintomas. Antitérmicos prescritos pelo pediatra são muito usados.


Indo para a escola!

Bom... acho que chegou a hora!!! No auge de 1 ano e 3 meses, o André deu início a sua vida escolar!
Com a Manu, não tive muita escolha, eu estava trabalhando no Sírio, e, com 5 meses, logo que acabou minha licença maternidade ela começou na creche do hospital. Não me arrependo, tiveram coisas boas e ruins, doenças, mudança de hábitos e rotinas. Não houve trauma... a escola para ela é uma coisa natural, e ela detesta faltar! A adaptação foi tranquila, afinal ela nem quase percebia o que estava acontecendo.
Ontem iniciei a adaptação do André, com uma semana de atraso, pois na semana de começar ele já teve roséola. Antes? Isso mesmo, essa foi pra mim... doença não pega só na escolinha!!!
Chegando lá, para ele tudo novo e colorido, crianças diferentes...alguns choros... Aula de música! Oba! Começamos bem!! Ele adora música! Quem não gosta? Ficou assistindo e não me desgrudou em nenhum momento. Brincadeiras e estimulação, acabamos descobrindo a hora preferida do André: o lanche! Só nessa hora ele me esqueceu!
Ficamos por lá duas horas... eu acho que pra ele foi o suficiente.
Hoje ele já chegou mais desconfiado... o que será que minha mãe veio fazer aqui de novo? E grudou mais ainda. Se formos pensar bem, é demais pra uma criança que fica mais de um ano em um ambiente com a família e amigos chegar acostumado em um lugar que não conhece ninguém... não podemos exigir isso deles!
Acho válido e saudável ele ir conhecer pessoas, rotinas, ambientes novos (e até virus novos...rs). Dizem que isso vai melhorar o grude dele comigo... espero!
Amanhã ele começa de verdade. Fica a manhã toda sem a minha companhia. Queria o poder de ver o que estará acontecendo! Mas espero que esse seja o início de uma nova fase muito especial e marcante em coisas boas para o futuro dele!