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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

História de uma mãe: A FILOSOFIA DE AMAMENTAR!



Minha vez: tive muita, mas muita dificuldade em amamentar, e queria muito! Achava q era botar no peito e o instinto ia falar mais alto!! Que nada!!! Precisei de uma enfermeira, 2 pediatras, uma fonoaudióloga, uma almofada, medicação, chá da mamãe, simpatia e apoio de amigas que também tiveram dificuldade (acreditem: isso é muito mais comum do que sonha nossa vã filosofia) e mesmo assim o Matheus perdeu muito mais peso do que poderia, a moleira afundou no calorão de janeiro, depois se engasgou qdo deixei ele pendurado no meu peito o dia inteiro (haja livre demanda!) e eu me sentia um fracasso como mãe! Tive meu parto normal e... não consegui amamentar exclusivamente! Isso não entrava na minha cabeça! Era inconcebível ter conseguido parir e não conseguir amamentar!!! Mas eu sou teimosa, durona e perfeccionista!!! E louca!! Louca pra ser mãe!!! Louca por aquele bebê grande!!! Que demorou pra chegar e que agora me ensinava o q era fazer TUDO por alguém!!! E eu faria TUDO por ele!! Insisti e ele mamou até os 9 meses!!! Valeu cada dor, cada choro (meu), cada gota de leite espremida! Leite materno em doses homeopáticas!!! Uma vitória afinal!!! Mas sempre complementei com leite artificial: primeiro com a seringa, depois com o relactador, depois com a mamadeira!!! Um inferno!!!! Imagina esterilizar tudo isso!!! Peito rachado, bebia mais de 3L de água por dia...E quando acabava eu me sentia frustrada e ao mesmo tempo vitoriosa!!! Difícil explicar o q foi a amamentação pra mim...

E aí eu estava num churrasco e fiquei encantada vendo um bebê de 1 ano e 8 meses (mesma idade do Matheus na época) mamando feliz no peito da mãe! "Sempre tive muito leite" ela me fala com aquele ar de deusa leiteira e ao mesmo tempo incomodada "não consigo fazer ele parar" E não é q a tal mãe me oferece coca-cola pro tal bebe de menos de 2 anos??? Isso mesmo Coca Cola!!!!!

Desse dia em diante tirei toda a culpa de mãe do meu coração!!! Juro!!! Continuo me esforçando ao máximo! As preocupações agora são outras completamente diferentes! Mas sem sofrer mais q o necessário! E quer saber? Sem julgar também!!! E se o refrigerante fosse uma tentativa de tirar a atenção do peito? Ja deu, ué! Cansa, viu!? Mas sem essa de moda!!! Amamamentar é uma das experiências mais poderosas e gratificantes que existem!!! Mas não tem glamour! Uma mamadeira dada com amor pode valer muito mais!!! E ser mãe não se resume em amamentar, parir ou dar papinha orgânica!! Vai além!!! E vai pra toda vida!! 
Esses dias ele quis mamar no peito de novo e eu deixei: "Cade o leite mamãe?" Vc tomou tudo, eu disse! "É, eu tomei tudooooo!" Saiu comemorando todo orgulhoso!!! Um dia ele vai conhecer a coca-cola mas cabe à mãe/responsáveis oferecer o saudável, seja o peito, a fórmula, o suco natural... Com amor! E sem culpa! Ou vai com culpa mesmo e tenta fazer melhor na próxima!


Gabriela, mamãe do gatinho Matheus, 3 anos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

História de uma mãe: O GRANDE ARTUR



     Finalmente grávida, aos 28 anos, era tudo o que eu queria... Quem sabe uma menina... Começaram os exames, os ultrassons e ainda não dava para saber o sexo. Quem sabe no morfológico? Chegou o dia de fazer o morfológico e a minha única preocupação era saber se ia conseguir saber o sexo, queria começar o enxoval...
     Estava no centro de diagnóstico. O exame começou a ficar demorado, mas como eu nunca tinha feito, não tinha ideia, mas achei estranho. Quando terminou o médico pediu para que eu e o meu marido o acompanhasse até uma sala.
   Nesta sala ouvi o seguinte diagnóstico: é uma criança do sexo masculino, está bem, porém ele apresenta dois cistos no plexo coroide e hidronefrose, existe a possibilidade dele ter a síndrome de Edwards, ou seja, a criança sobrevive até um ano de vida.]"
    O meu mundo acabou, entrei em desespero, mas a minha médica me acalmou e me encaminhou para um médico de medicina fetal, onde eu fiz o exame citogenético  que descartou a possibilidade da síndrome.
    Quando o meu pequeno Artur nasceu ele pesava 2,600 kg e media 45 cm, mas com uma garra para viver que não tinha tamanho. No dia que ele fez cinco meses ele foi para a primeira cirurgia para reimplante do ureter, ele pesava 7 kg e era lindo! Quatro dias depois da cirurgia ele teve brida de intestino e novamente outra cirurgia. Após quatro dias da segunda cirurgia o estado dele ficou gravíssimo e foi levado novamente para outra cirurgia e agora tinha necrosado a sua bexiga e foi urina em toda a cavidade abdominal. 20 dias de UTI em estado gravíssimo, um duplo J implantado e finalmente alta. Após 45 dias, outra internação e mais 15 dias para controlar uma infecção de urina.
    Mais exames e conclusão de que o problema da hidronefrose não foi resolvido. Trocamos de médico, que após um longo estudo nos disse que o rim direito do Artur não tinha função, ou seja, o caminho seria extrair. Com 1 ano e 3 meses foi realizada a cirurgia e o meu filho começou a ter uma vida normal.
  Com 4 anos passou por outra cirurgia por que tinha testículo retrátil e aos 12 uma cirurgia de emergência na para-faringe.
    Hoje o Artur tem 13 anos, com algumas cicatrizes, mas uma vida inteira pela frente!

Luciana Oliveira, 42 anos, mãe dos príncipes Artur, 13 anos e Eric, 7 anos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

História de uma mãe: UM PEQUENO MILAGRE!


        Minha história com o Pedro começou quando na 22a semana de gestação ( gemelar) tive a notícia de que meu bebê tinha C.H.A.O.S ( abreviação traduzida de Síndrome da Obstrução de Via Aérea Superior), uma raridade, que acomete hoje, 30 crianças ao redor do mundo. Não me lembro de em outra ocasião ter chorado tanto... quando o dia amanheceu, pensei "tudo o que eu sentir e pensar, o Pedro e a Laura também vão, então a partir de agora, só vou ser otimista". E assim foi...
Fiquei de repouso até o final da gestação e chegou a hora do tão temido parto!!!
       Graças a Deus e a uma equipe iluminada de médicos, a Laura nasceu super bem e o Pedro, depois de uma laringoscopia de urgência, foi submetido a um procedimento de traqueostomia, ainda no útero, com o cordão umbilical pulsando, para que não perdesse oxigênio. E tudo correu bem, conforme planejado.
       Hoje, o Pedro se desenvolve muito bem, está conseguindo achar maneiras de se comunicar, já que não emite sons por conta da traqueostomia. Se alimenta bem, brinca... enfim, faz coisas como qualquer outra crianças. Tenho homecare, que é bem complicado, mas necessário.
       Se tudo der certo, a cirurgia de correção será em novembro e continuo otimista que o Pedro vai tirar de letra, como todos os obstáculos que já pareceram na sua vida. Na verdade, estou preparada para o que vier, pois o plano de tratamento será traçado a partir da cirurgia.
       De uma coisa tenho certeza: o Pedro tinha que nascer, para nos ensinar que a vida é linda, que a felicidade está nas pequenas conquistas, que o que realmente tem valor é ver sua família completa, que você consegue sobreviver e se adaptar em qualquer situação, apesar das tempestades e que Deus é maravilhoso, que nos dá forças dia após dia...
       Eu, que nunca tive a menor afinidade com a área da saúde, aprendi a aspirar, trocar curativo, ter percepção de seu quadro clínico... mãe aprende tudo nessa vida para ver seu filho bem.
Não posso me esquecer da minha princesa Laura, que é uma professora para ele, inclusive para as bagunças... ela é um grande estímulo, tanto é que ele andou com 1 ano e 3 meses, no tempo normal, sendo que a pediatra tinha expectativa que ele conseguisse sentar depois de 1 aninho.
       Bom, acho que é isso... nossa luta continua e tenho certeza que quando eles forem grandinhos, irei contar essa história de superação com muito orgulho!

Danila Carareto Silva, 32 anos. Mamãe da Laura e do Pedro, 1ano 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

História de uma mãe : DEI A VOLTA POR CIMA

Meu sonho era ter um filho. Eu e meu marido tentamos por muito tempo, sem sucesso. Depois de uma bateria de exames, descobrimos que ele tinha problema na bolsa escrotal. Por sorte, era operável. Dois meses depois da cirurgia, enfim fiquei grávida! Felicidade completa? Não foi bem assim. No terceiro mês de gestação, ao passar um creme nos seios, senti um caroço na minha mama direita. Era câncer, e já em estágio avançado. Eu precisaria me submeter a uma cirurgia para a retirada do meu seio e a sessões de quimioterapia. Insisti para que os médicos esperassem o parto, mas eles disseram que era impossível. Eu deveria fazer o tratamento para garantir não só a minha vida, mas a do meu bebê também. O maior risco é que minha menina nascesse prematura, muito pequena e frágil. Foram quatro sessões de quimio, muito mal-estar, corpo inchado e perda total dos meus cabelos. A cada visita ao hospital para receber o tratamento, pensava:"Por favor, que isso não machuque minha filha." E aí, após nove meses de gravidez, me internei para fazer a cesárea. E o parto foi um sucesso! Minha Maria Alice veio à luz no tempo certo, linda e saudável! Hoje minha filha está com 1 ano e 1 mês e eu continuo com o tratamento. Não é fácil, mas sempre que acordo questionando se todo esse sofrimento vale a pena, olho para minha pequena e tenho a resposta: SIM! Graças a ela descobri a doença a tempo de combatê-la e luto todos os dias para viver.

 Denise Águila, 36 anos, mamãe da princesa Maria Alice, 1 ano e 1 mês