terça-feira, 24 de julho de 2012

Frango com lentilha

Uma receitinha saudável, para bebês a partir do sétimo mês.

Frango com lentilha

Ingredientes:
1 dente de alho picado
1 cebola roxa pequena picadinha
1 colher de sopa de azeite
1 mandioquinha em cubos
4 folhas de alface lavadas
4 colheres de sopa de lentilha lavadas e deixadas de ,olho
175g de peito de frango sem pele e cortado em pedaços pequenos
400ml de caldo de legumes sem sal (pode ser cenoura, tomate, abobrinha...)

1- refogue o alho e a cebola no azeite. Adicione a mandioquinha, a alface, as lentilhas e o frango, e refogue bem.
2- coloque o caldo de legumes, deixe ferver e abaixe o fogo; tampe a panela e cozinhe por 20 minutos, até as lentilhas e o frango cozinharem totalmente. Se ficar muito seco adicione água. Se desejar passe na peneira para obter uma papinha grossa.

Um guia rápido!

Quando nossos bebês ficam doentes, ficamos desesperadas, recorremos aos pediatras, nossas mães, vizinhos, curandeiros...
Decidi postar algumas dicas básicas que podem ajudar a decidir se vamos ao pronto socorro,  gritamos pelo pediatra ou se conseguimos resolver sozinhas o que está acontecendo (ou, como acontece muitas vezes, começamos resolver...)
Nariz entupido: se o seu bebê está com nariz entupido, isso deixa ele irritadíssimo. Eles têm falta de ar por não conseguirem respirar com a boca. O soro, rinossoro ou sorine ajuda demais nessa hora, nos bebês use com conta gotas, evite o spray. Lave as narinas antes das mamadas e antes de dormir. Nariz escorrendo clarinho, tosse seca e febrinha baixa (até 38 C) provavelmente é um resfriado, deve passar sozinho.Para a tosse, ajuda muito a inalação com 5 ml de soro fisiológico. Mas se o bebê tem tosse com catarro, febre alta, dificuldade para respirar, você deve contatar o pediatra.
Febre: sempre que você achar que seu filho está quentinho, meça a temperatura. Febre é acima de 37,8 C, abaixo disso é estado febril e pode ser até por causa do dente. Se estiver com febre, um banho morno pra frio pode ajudar bastante enquanto o medicamento usual faz efeito.
Vômito: mamar e vomitar em pequena quantidade depois pode ser normal, vale a pena deixar o bebê elevado por 15 minutos para esperar o arroto. O soluço pode ser porque o leite voltou um pouquinho e deve passar sozinho. Se após toda mamada, o bebê vomita em grande quantidade o pediatra deve ser avisado.
Diarréia: o cocô do bebê que mama leite materno é amarelo e semi líquido, a diarréia é líquida. É importante não deixar a criança desidratar. Aumente a quantidade de líquido oferecida, vale o que aceitar, soro caseiro, suco ou água. Se mama no peito ofereça sempre em menor quantidade. Observe sempre os sinais de desidratação: choro sem lágrimas, olho fundo, saliva grossa.
Queimadura: se houver algum tipo de queimadura, evite passar qualquer coisa no local. Coloque em água fria corrente para aliviar a dor, não estoure as bolhas, e leve ao pronto socorro.
Cortes: lave a região e tente estancar o sangue pressionando com um pano limpo. Avalie se há a necessidade de levar ao pronto socorro e evite usar pomadas no local. Algumas vezes um band aid bem colocado já é suficiente.
Intoxicação: se a criança ingerir algum produto tóxico, não dê nenhum líquido ou alguma coisa para tentar forçar o vômito, leve-a imediatamente ao PS. Se lembrar, leve uma amostra do produto.
Engasgamento:  para bebês até 1 ano, coloque-o de bruços em seu antebraço, de forma que a cabeça fique mais baixa do que o resto do corpo. Dê várias pancadinhas firmes em suas costas. Não tente retirar o objeto que está fazendo a criança engasgar, pois ele pode ser mais empurrado. Se a criança for maior e já conseguir tossir, tente pedir para que ela tussa para tentar expulsar o objeto, se mesmo assim não sair, tente dar pancadinhas na área entre as clavículas, sempre tomando cuidado para não exceder a força.

Com relação aos acidentes da infância, não podemos esquecer que a prevenção é o melhor remédio. Não deixe produtos de limpeza, objetos cortantes ou pequenos, remédios sob o alcance das crianças, num piscar de olhos eles pegam alguma coisa!


terça-feira, 3 de julho de 2012

O aumento da pressão na gravidez


Nem sempre é fácil pensar, falar ou escrever sobre os problemas que ocorrem durante a gestação, pois neste período mágico da vida queremos só o lado bom de tudo, mas as complicações existem e não podemos ignora-las, por isso vou passar por aqui de vez em quando. Para começar: Hipertensão!

As síndromes hipertensivas respondem pelas complicações clínicas mais comuns da gestação e podem levar a restrição de crescimento intra-uterino, prematuridade, descolamento prematuro de placenta, diminuição do liquido amniótico, morte fetal e morte materna.  São classificadas como:

Hipertensão arterial crônica: refere-se à presença de hipertensão arterial sistêmica - HAS (pressão arterial maior do que 140 x 90 mmHg) diagnosticada antes da gestação ou com aparecimento antes da 20ª de gestação, ou ainda por hipertensão diagnosticada em qualquer fase da gestação , mas que persiste além de 12 semanas após o parto.

Hipertensão gestacional: é a hipertensão que se manifesta somente na gestação ou nas primeiras 24 horas após o parto e não é acompanhada de proteinúria (eliminação de proteína pela urina, medida em urina coletada por 24 horas) ou de HAS preexistente, e retorna aos níveis normais em até 12 semanas após o parto.

Crise Hipertensiva: é um episódio agudo e rápido de elevação da pressão arterial acompanhada de rubor, alteração do comportamento, dor de cabeça, dificuldade para respirar, torpor e alterações visuais. Surge, geralmente, no curso de uma doença.

Pré-eclâmpsia: é uma doença de causa desconhecida, exclusiva da gestação, que ocorre após a 20ª semana de gestação, frequentemente próximo ao termo e na maioria das vezes em primigestas. Também chamada de doença hipertensiva especifica da gestação (DHEG). É caracterizada por HAS, edema generalizado, principalmente mãos e face, e proteinúria, são essas características que definem a doença e que talvez você já tenha ouvido falar como a tríade da pré-eclâmpsia. São fatores de risco para desenvolvimento da doença: primiparidade, gestação múltipla, hipertensão, pré-eclâmpsia em gestação anterior, diabetes gestacional, idade materna, obesidade, alimentação, exposição limitada ao esperma do parceiro, história familiar de pré-eclâmpsia e infecção materna. Nas formas leves de pré-eclâmpsia os cuidados são repouso e controle da pressão arterial, além da monitorização fetal. Nas formas graves, a internação por vezes, pode ser necessária, além da profilaxia da convulsão. Casa haja sofrimento fetal ou risco para a gestante, a gravidez, geralmente, é interrompida. Nestes casos, dependendo da idade gestacional, o bebê pode precisar de cuidados mais intensivos. A pré-eclâmpsia é uma doença reversível, que começa a desaparecer depois do parto.

Hipertensão arterial crônica com pré-eclâmpsia superajuntada: a pré-eclâmpsia pode ocorrer em mulher que já eram hipertensas antes da gestação, daí o nome superajuntada ou sobreposta. O diagnóstico é feito quando surge a proteinúria ou o edema, após a 20ª semana de gestação.

Eclâmpsia: presença de convulsão, que não pode ser atribuída a outras causas, em mulheres com pré-eclâmpsia, é tida como forma grave de pré-eclâmpsia. É precedida pelo agravamento do quadro hipertensivo e por sintomas que são próprios da iminência de eclâmpsia como: dor de cabeça, visão dupla, visão turva, visão escura, por vezes acompanhada pela percepção de pontos brilhantes e dor de estômago. Geralmente ocorre no último trimestre de gestação ou puerpério imediato. Raramente ocorre nos dois primeiros trimestres da gestação e no puerpério tardio.

Síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver Enzymes, Low Platelets): é uma forma grave de pré-eclâmpsia caracterizada pelo aparecimento de hemólise (quebra dos glóbulos vermelhos do sangue), elevação das enzimas hepáticas e queda de plaquetas em gestantes que apresentação quadro de hipertensão. As alterações nem sempre aprecem ao mesmo tempo, por isso há a distinção de síndrome HELLP parcial e total. O diagnóstico clínico pode ser feito por sintomas como mal-estar geral, náuseas, vômito, icterícia, hipertensão grave, dor de estômago, alterações de comportamento, sangramento gengival, distúrbios visuais. Em alguns casos o numero de plaquetas continua a diminuir nos primeiros dois dias após o parto, para, então, se normalizar progressivamente. Uma vez diagnosticada o manejo da doença é realizado como o da pré-eclâmpsia.

Graças a medicações que são seguras para serem usadas durante a lactação por não trazem risco ao bebê, é possível o manejo adequado da pressão arterial após o parto, quando necessário, e ainda amamentar.

Fernanda Carini da Silva é enfermeira, graduada pela USP, mestre pelo ICB- USP e aluna do doutorado pela Faculdade de medicina da USP.  Uma grande amiga-irmã, que eu adoro demais!