segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Mamãe, quero um celular!

Nossa... depois de um ano, volto a ativa!! Que delícia é escrever aqui... me bateu uma 

saudade.... removendo as teias...



Pensei muito sobre qual assunto escreveria, e logo me veio a cabeça um assunto polêmico 

que rolou no grupo no facebook essa semana.

Minha filha, que está com 8 anos, me pede incansavelmente um celular. E a minha maior 

pergunta é: pra que???

Ela tem tablet, então para jogos não é. Acessa internet, sempre com supervisão, por 

esse tablet também. Perguntei no grupo de watssapp da escola, para as mães, e assim 

saberia se é uma modinha da turma... mas a grande maioria me respondeu que o filho não 

tem. E ai, o que fazer?

Realmente pensei e pesquisei muito sobre o assunto e vi, com 

a ajuda da polêmica do grupo, que é cedo, e que quanto mais esperar, melhor será. Quero 

deixar claro aqui que essa foi minha conclusão, para o caso da minha filha e que cada um 

tem suas razões para concordar ou discordar comigo.

Porque resolvi não dar um celular para minha filha:


1- Estou sempre com ela, e as vezes que não está comigo e precisa me falar ou falar com 

o pai, tem um adulto de confiança junto que tem um telefone por perto;


2- Ela não tem malícia para saber administrar ligações ou mensagens indevidas;


3- Sim, ela é responsável, e muito... sei que cuidaria. Mas já é excessivamente 

preocupada para uma criança da idade, e um aparelho desse seria mais uma preocupação;


4- Radiação. Celulares são aparelhos que emitem radiação. Quanto mais tempo eu evitar 

que ela tenha o celular, menos tempo ela ficará exposta a essa radiação. Alguns cientistas 

afirmam que crianças menores de 8 anos são mais suscetíveis a radiação emitida 

desaconselham o uso.


Lendo um pouco sobre o assunto e peguei algumas dicas que podem ajudar na decisão da 

hora certa de dar o celular para a criança:

· Não é verdade que "todo mundo" tem um celular, como seu filho vive repetindo. A maioria (65%) já usou o aparelho, lógico. Mas só 14% das crianças entre 5 e 9 anos possuem de fato um.
· Antes dos 7 anos, o celular funciona como um brinquedo qualquer. A idade ideal para ganhar o aparelho, no entanto, varia de criança para criança. Uma boa medida é avaliar se ele é realmente necessário. Se o seu filho já mantém uma vida social intensa, dorme na casa dos amiguinhos ou fica sozinho no clube, por exemplo, talvez já seja a hora.
· Considere reservar um aparelho para a família. Nesse caso, dê o utensílio na mão da criança só quando for realmente necessário. Ele serve, por exemplo, para seu filho ligar para casa pedindo para ser buscado numa festinha.
· Já há vários aparelhos criados especialmente para agradar a crianças e adolescentes.
· Compre um pré-pago. E estipule uma cota mensal de gastos. Até os 10 anos, cerca de 20 reais são suficientes. Dos 10 aos 14 anos, podem-se acrescentar 10 reais a essa quantia e, a partir dos 14 anos, passar para 50 reais. Só não vale dar mais dinheiro se os créditos acabarem antes do prazo combinado.
· A conta pode ser paga com a mesada. Assim você não só o estimula a controlar as chamadas, como o ajuda a administrar, desde cedo, seus próprios gastos.
· Celular não serve para bater papo. Ensine que o aparelho deve ser utilizado apenas para dar recados e fazer chamadas de urgência e mostre alternativas. Explique que há diferentes tarifas cobradas em cada situação. Ligar da sua casa para um amiguinho que está perto de um aparelho fixo, por exemplo, pode ser mais barato e até confortável.
· Ensine que o número do telefone não pode ser dado a qualquer um. Apenas amigos e parentes devem ter acesso a essa informação. É uma questão de segurança.
· Fique atento ao uso que ele faz do celular e imponha limites para isso. Quase nove (88%) em cada dez crianças que têm telefone móvel usam o aparelho para brincar com os joguinhos e 60% delas, para ouvir música. Determine em que momento e por quanto tempo seu filho pode se dedicar a tais atividades
· A maioria das escolas não permite o uso do aparelho dentro da sala de aula, claro. Avalie se é mesmo necessário permitir que ele carregue mais esse peso na mochila. Caso seja, oriente-o para que só faça e atenda chamadas no intervalo ou no horário da saída.
· O celular pode prejudicar a saúde do seu filho. Dores na nuca, nos olhos e nos polegares, assim como desconfortos musculares, podem ser sinais de excesso de uso dos aparelhos.

Espero que ajude quem está na mesma dúvida que eu estava... e, por enquanto, nada de celular para a Manu!

Fonte: Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação