Meu sonho era ter um filho. Eu e meu marido tentamos por muito tempo, sem sucesso. Depois de uma bateria de exames, descobrimos que ele tinha problema na bolsa escrotal. Por sorte, era operável. Dois meses depois da cirurgia, enfim fiquei grávida! Felicidade completa? Não foi bem assim. No terceiro mês de gestação, ao passar um creme nos seios, senti um caroço na minha mama direita. Era câncer, e já em estágio avançado. Eu precisaria me submeter a uma cirurgia para a retirada do meu seio e a sessões de quimioterapia. Insisti para que os médicos esperassem o parto, mas eles disseram que era impossível. Eu deveria fazer o tratamento para garantir não só a minha vida, mas a do meu bebê também. O maior risco é que minha menina nascesse prematura, muito pequena e frágil. Foram quatro sessões de quimio, muito mal-estar, corpo inchado e perda total dos meus cabelos. A cada visita ao hospital para receber o tratamento, pensava:"Por favor, que isso não machuque minha filha." E aí, após nove meses de gravidez, me internei para fazer a cesárea. E o parto foi um sucesso! Minha Maria Alice veio à luz no tempo certo, linda e saudável! Hoje minha filha está com 1 ano e 1 mês e eu continuo com o tratamento. Não é fácil, mas sempre que acordo questionando se todo esse sofrimento vale a pena, olho para minha pequena e tenho a resposta: SIM! Graças a ela descobri a doença a tempo de combatê-la e luto todos os dias para viver.Denise Águila, 36 anos, mamãe da princesa Maria Alice, 1 ano e 1 mês