segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Na época da vovó...

Fomos viajar para um hotel fazenda nesse feriado, estava uma delícia, curtir as crianças, descansar...
Não pude deixar de reparar em uma coisa na hora das refeições: na maioria das mesas, as famílias colocavam as crianças para assistir DVD ou brincar no I pad, I phone...
Não estou criticando, estou refletindo... será que algumas coisas tão simples e importantes do dia a dia não estão sendo perdidas? Já vivemos em um mundo tão corrido, com as crianças na escola desde pequenas muitas vezes durante todo o dia, pais trabalhando fora e tendo pouco tempo para ficar com os filhos.
Temos poucos momentos preciosos com nossos filhos, e acho sim que vale até brincadeirinhas na hora de fazer nossos pimpolhos comerem melhor, mas acho que a conversa, a troca de idéias, as histórias e o contato com um mundo não tecnológico, como na época da vovó, não fazem mal para o desenvolvimento das nossas crianças.
Na era Apple, muitos de nós já tem uma casa dividida em tocas, onde cada um tem um cantinho, com computador, televisão, telefone e a convivência familiar acaba se resumindo a isso... aquela casa cheia, com uns correndo para um lado, outros para outro lado, se trombando, com todos reunidos para conversar sobre um assunto ou assistir um mesmo programa de tv está em extinsão... talvez, é claro porque a própria tv nos leve a isso, com canais infantis e adulto bem diferenciados. Mas porque em uma oportunidade, uma viagem com a família, não aproveitamos essas horas preciosas e fazemos como em outras épocas, em que nossa mãe sequer nos deixava atender o telefone na hora do almoço (isso porque não havia nem identificador de chamadas para sabermos quem estava ligando)? Acho que vale a pena pensarmos um pouco nisso...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ela já é uma mocinha? Crises de ter um irmãozinho...

Há algum tempo, minha filha mais velha, pedia uma irmã - ou irmão, eu explico, não somos nós quem escolhemos e sim o Papai do Céu- e ela com toda sua maturidade no auge dos seus 4 aninhos entendeu isso.
Sei que o nascimento de um irmão é um processo que deve ser encarado com naturalidade, afinal ninguém nunca morreu por ter um irmão!!!!
É difícil pensar qual a diferença ideal entre idades. Há quem diga que prefere pouca diferença, que já cresce junto, e não perde a coragem... eu preferi esperar um pouco, tanto por questões de logística- trabalhando muito não daria para ter mais um filho- quanto por coragem - e aí, será que está na hora?
A hora chegou: Manu, o Papai do Céu mandou um irmãozinho pra você - mas eu queria uma irmãzinha... mas foi Ele quem escolheu... - e mesmo assim ela ficou super feliz.
Durante a gravidez tentei fazer com que ela participasse o máximo de tudo, escolher roupinhas, brinquedinhos, quartinho... tudo teve a opinião dela... até no nome!
No final da gestação, quando precisei ficar internada, já comecei pensar... será que fiz a coisa certa? Agora ela está dormindo longe por causa de um irmão que ela nem conhece!!!!
Quando o André nasceu ela estava lá do lado de fora... e me dá um aperto no coração de ver a filmagem: todo mundo comemorando e ela meio perdidinha, mas feliz...
O André precisou ir da sala de parto para a UTI, isso sgnifica que quando a Manu entrou no quarto e não o viu, não acreditava que o tão esperado irmãozinho tinha nascido. Eu explicava que ele precisava ficar em um bercinho quentinho e que só eu e o papai poderíamos ver. Ela pedia: fala pra moça deixar eu ver ele também!!!!
O meu medo de ter alta hospitalar e ele ter que ficar mais no hospital era maior ainda por chegar em casa e ela com toda ansiedade não vê-lo... como explicaria? Mas graças a Deus ele teve alta junto comigo!
Chegamos em casa antes dela, a vovó a estava trazendo para conhecer o irmão. Quando abriu a porta, a carinha dela foi demais!!! Ela não olhou pra ninguém...só quis vê-lo, toda orgulhosa!
Começaram as visitas, e junto delas a ansiedade da Manuela só aumentava... uma menina super tranquila, começou ficar agitada, roendo unhas, tentando chamar atenção de todo mundo. Mas ter irmão não é natural? É sim, mas o ciúme também é natural do ser humano.
Isso ela foi superando aos poucos, viu que sua rotina tinha sido pouco alterada e que a mamãe e o papai ainda estavam lá.
Quando ela começou superar a chegada do irmão, isso sete meses depois, ele começou a fase das gracinhas e lá vai a Manuela agitando de novo... mas já está melhorando...
O mais mágico de tudo isso é o amor que vemos que um tem pelo outro. Ela chega da escola ansiosa para vê-lo e ele abre um sorriso contagiante quando a vê. Ela comemora cada conquista dele e ele aprende a chamá-la antes de chamar a mamãe.
Tem sim amor em dobro dos pais, mas podem ter certeza que desde sempre há a cumplicidade entre irmãos.
E ela, já é uma mocinha que ajuda a mamãe a cuidar do irmãozinho? Não! Ela é uma super irmãzinha que brinca com o irmão como qualquer criança! Afinal, ela só tem 5 anos!